Marcos Paiva Sexteto

O sexteto do contrabaixista Marcos Paiva completou 16 anos em 2022. A formação atual é composta por Cassio Ferreira (sax e flauta), Daniel Dalcantara (tp), Edu Ribeiro (bateria), Jaziel Gomes (tb), Gustavo Bugni (p) e MP, no contrabaixo, arranjos e composições.

Marcos Paiva prepara o terceiro álbum, chamado Slamousike, porém continua apresentando um show com o repertório do dois primeiros trabalhos descritos abaixo: São Mateus e Meu Samba no Prato - Tributo a Edison Machado.

Pulsante e com muita energia, o sexteto de Marcos Paiva traduz como poucos a essência do espírito do samba jazz brasileiro e da música afro-brasileira. 

O discos de Paiva se tornaram referência na retomada do samba jazz no Brasil.

RELEASES

Marcos Paiva Sexteto / Meu Samba no Prato - Tributo a Edison Machado

Nosso Samba Novo – Nas décadas de 60 e 70, dezenas de discos instrumentais foram lançados no Brasil, impulsionados pela onda  Bossa Nova e pelo surgimento de grandes instrumentistas como Hermeto Pascoal, Sergio Mendes, Cesar Camargo Mariano, Dom Salvador e Luiz Eça. O período também foi marcado pela criação de grupos instrumentais que fizeram história no Rio e em São Paulo: Jongo Trio, Som 3, Zimbo Trio, Tamba Trio, Rio 65 Trio, Sambrasa Trio, entre outros.

 

Para mim, dentre tantos artistas, o baterista Edison Machado ­– com seu LP “Edison Machado é Samba Novo” - virou uma referência máxima do chamado Samba Jazz. O álbum é um retrato de todo o ambiente da época e reúne músicos que se tornaram exemplos de grandes arranjadores, como o Maestro Moacir Santos e J.T. Meirelles, ou ícones de seus instrumentos, como o clarinetista Paulo Moura, o baixista Tião Neto, o trompetista Pedro Paulo, o pianista Tenório Jr. e o trombonista Raul de Souza.

 

Edison fez parte do movimento Bossa Nova surgido no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Ficou conhecido como o inventor do samba no prato porque foi um dos primeiros a sintetizar toda a batida da percussão do samba para a bateria. Ele tinha ainda qualidades singulares: personalidade no tocar e liderança de grupo. Esses atributos podem ser vistos nos seus três discos solo e em inúmeras gravações ao lado de Tom Jobim, Sergio Mendes, Stan Getz e dos demais integrantes da Bossa Nova.

 

Para celebrar este grande músico, compus quatro canções inspiradas no LP “Edison Machado é Samba Novo” e fiz o arranjo das músicas “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, e “Acender as Velas”, de Zé Ketti. E, para executar esta homenagem, o meu sexteto MP6. Para nós, é uma honra prestar este tributo.

Marcos Paiva Sexteto / CD Sao Mateus

Em seu Cd de estréia, gravado 2007, o contrabaixista Marcos Paiva fez uma música contemporânea, influenciada pela música mineira de Milton Nascimento, por ritmos brasileiros, como o choro e o samba, e pelo afro-jazz.

 

São Mateus tem seis canções autorais, com arranjos que constroem um ambiente urbano. Experimentos com a dissonância e a métrica  criam um universo de velocidade, conflito e fascínio.

 

O álbum faz referência a um bairro da cidade de São Paulo chamado São Mateus. Berço do samba e da africanidade na cidade, São Mateus também é um bairro violento em que observamos a mistura de uma cultura forte ao lado de conflitos sociais profundos. 

 

As músicas foram gravadas ao vivo, em estúdio, preservando a força do som e o entrosamento dos instrumentistas, seguindo o exemplo de grandes obras da música instrumental no mundo.

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